SLIDES RYAN VICTOR

domingo, 20 de novembro de 2011



O Que Você pode fazer para Mudar o Mundo?


Comece mudando a si mesmo. Ninguém muda o mundo se não consegue mudar a si mesmo ... Cuide da Saúde do Planeta. Não desperdice água, não jogue lixo no lugar errado, não maltrate os animais ou desmate as árvores. Por mais que você não queira, se nascemos no mesmo planeta, compartilhamos com ele os mesmos efeitos e conseqüências de sua exploração ... Seja responsável: não culpe os outros pelos seus problemas, não seja oportunista, não seja vingativo. Quem tem um pouquinho de bom senso percebe que podemos viver em harmonia, respeitando direitos e deveres ... Acredite em um mundo melhor. Coragem, Honestidade, Sinceridade, Fé, Esperança são virtudes gratuitas que dependem de seu esforço e comprometimento com sua Honra e Caráter. Não espere recompensas por estas virtudes, tenha-as por consciência de seu papel neste processo ... Tenha Humildade, faça o Bem, trabalhe. Não tenha medo de errar, com humildade se aprende, fazer o bem atrairá o bem para você mesmo e trabalhando valorizarás o suor de teu esforço para alcançar seus objetivos ... Busque a Verdade, a Perfeição, uma posição realista frente aos obstáculos, uma atitude positiva diante da vida... Defenda, participe, integre-se à luta pacífica pela Justiça, Paz e Amor. Um mundo justo é pacífico, e onde há paz pode-se estar preparado para viver um grande Amor ...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

MOMENTO DE REFLEXÃO


DEUS NEGRO



Eu, detestando pretos,
 Eu, sem coração!…
 Eu, perdido num coreto, 
Gritando: “Separação”! 
Eu, você, nós… nós todos, c
heios de preconceitos,
Fugindo como se eles carregassem lodo, l
odo na cor…
E com petulância, arrogância, a
fastando a pele irmã. 
Mas e
stou pensando agora:
E quando chegar minha hora?
Meu Deus, se eu morresse amanhã, de manhã!
Numa viagem esquisita, entre nuvens feias e bonitas,
Se eu chegasse lá e um porteiro manco,
Como os aleijados que eu gozei, viesse abrir a porta,
E eu reparasse em sua vista torta, igual àquela que eu critiquei
Se a sua mão tateasse pelo trinco, 
Como as mãos do cego que não ajudei!
Se a porta rangesse, chorando os choros que provoquei!
Se uma criança me tomasse pela mão,
Criança como aquela que não embalei
E me levasse por um corredor florido, colorido,
Como as flores que eu jamais dei!
Se eu sentisse o chão frio,
Como o dos presídios que não visitei!
Se eu visse as paredes caindo,
Como as das creches e asilos que não ajudei!
E se a criança tirasse corpos do caminho, 
Corpos que eu não levantei
Dando desculpas de que eram bêbados, mas eram epiléticos,
Que era vagabundagem, mas era fome! 
Meu Deus!
Agora me assusta pronunciar seu nome!
E se mais para a frente a criança cobrisse o corpo nu,
Da prostituta que eu usei, 
Ou do moribundo que não olhei,
Ou da velha que não respeitei, 
Ou da mãe que não amei!…
Corpo de alguém exposto, jogado por minha causa,
Porque não estendi a mão, porque no amor fiz pausa e dei,
Sei lá, só dei desgosto! 
E, no fim do corredor, o início da decepção! 
Que raiva, que desespero,
Se visse o mecânico, o operário, aquele vizinho,
O maldito funcionário, e até, até o padeiro,
Todos sorrindo não sei de quê!
Ah! Sei sim, riem da minha decepção. 
Deus não está vestido de ouro! Mas como???
Está num simples trono:
Simples como não fui, humilde como não sou. 
Deus decepção!
Deus na cor que eu não queria,
Deus cara a cara, face a face,
Sem aquela imponente classe. 
Deus simples! Deus negro! 
Deus negro!? 

E Eu…
Racista, egoísta. E agora? 
Na terra só persegui os pretos,
Não aluguei casa, não apertei a mão. 
Meu Deus você é negro, que desilusão! 
Será que vai me dar uma morada?
Será que vai apertar minha mão? Que nada! 
Meu Deus você é negro, que decepção ! 
Não dei emprego, virei o rosto. E agora?
Será que vai me dar um canto, vai me cobrir com seu manto?
Ou vai me virar o rosto no embalo da bofetada que dei? 
Deus, eu não podia adivinhar.
Por que você se fez assim?
Por que se fez preto, preto como o engraxate,
Aquele que expulsei da frente de casa! 
Deus pregaram você na cruz
E você me pregou uma peça:
Eu me esforcei à beça em tantas coisas,
E cheguei até a pensar em amor,  
Mas nunca,
Nunca pensei em adivinhar sua cor!…



Neimar de Barros

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

UM TIQUINHO DE MIM

Hoje eu vim aqui pra lhe dar um tiquinho de mim.Vou lhe dar um beijo e vou embora,vou deixar com você um tiquinho de mim. Eu sei que você não vai sentir nada,porque os prostitutos a prostituíram demais, mas faço questão de lhe dar um tiquinho de mim, sem pedir nada em troca e talvez seja o primeiro a fazer isso... Nada em troca! Tomara que meu beijo de irmão seja um curativo para suas dores.Vou lhe deixar um tiquinho de mim e, no aperto de mão, Vou lhe deixar um tiquinho de outro alguém, Vou deixar um grito de amor, Vou deixar um livrinho metido a besta, Metido a modificar as pessoas. Vou deixar um tiquinho de João, de Lucas, de Mateus, de Marcos. Vou deixar um tiquinho de Paulo, Vou deixar um tiquinho do testamento de um cara que levantou uma colega sua e quebrou os tabus da época. Ele me mandou aqui sem se importar com sua saia curta,  Sem se importar com sua blenorragia crônica. Sem se importar com a sífilis, Com suas rugas escondidas na maquiagem,Com sua fama estendida na sarjeta, Com seu preço desvalorizado! Eu vim aqui deixar um tiquinho de mim, Eu vim pedir que você perdoasse Os imbecis que lhe usaram, como depósito de esperma. Eu vim aqui deixar um tiquinho de mim e aproveito para um recado: Madalena chora com você, em cada esquina, Em cada cama...

 Neimar de Barros